terça-feira, janeiro 17, 2006

READY, SET & GO

A ideia do blog surgiu do interesse em criar um espaço de informação, discussão e divulgação de ideias, acerca de projectos de recuperação paisagística e das Técnicas de Engenharia Biofísica (TEB) utilizadas. São vários os assuntos relativos às TEB que podem e devem ser explorados. Por agora proponho para debate os seguintes assuntos de carácter geral:

Quem conhece e utiliza TEB em Portugal? O eterno problema da divulgação. Quais as melhores formas de o fazer?
Quem sabe construir? O problema da ausência de operários conhecedores dos princípios das TEB.
Como provar a viabilidade das TEB em alternativa às obras de engenharia convencionais.
A importância da legislação numa aposta mais consistente neste tipo de estruturas (exemplo da legislação Italiana para a regiao Campania, disponível em http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/decreto_lei.pdf e http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/Allegato_tecnico.pdf .
A necessidade da criação de uma nomenclatura.

9 comentários:

Anónimo disse...

Parabéns é uma rica ideia. Nunca a EB teve um grupo de pessoas tão empenhadas e capazes de lhe dar a notoriedade que ela merece.
João Tremoceiro

Anónimo disse...

Caros colegas, muitos parabéns pela vossa iniciativa, está estupenda e só abona favor da nossa área de actuação! Excelente a ideia de disponibilizar o TFC, que diga-se, está excelente! Esta poderia ser uma boa ideia para ir-mos aprendendo com as experiências dos outros!
Um grande abraço
António Paula Soares

Alejandro Maceira Rozados disse...

Noraboa dende Santiago de Compostela. Moitos pulos para seguir adiante coa iniciativa.

Toda a actualidade da implementación da Directiva Marco da Auga en España en:

http://directivamarco.blogspot.com/

Saúdos.

Desambientado disse...

Cá está um tema deveras importante.
Parabéns pela iniciativa.

Anónimo disse...

Olá a todos. Quero aqui deixar o meu contributo para esta excelente iniciativa e realçar que alguns aspectos que penso serem importantes na utilização desta tecnologia.

Quem conhece e utiliza TEB em Portugal? O eterno problema da divulgação. Quais as melhores formas de o fazer?

Já existem em Portugal algumas empresas que fazem este tipo de projectos, principalmente empresas ligadas à área da floresta, da indústria extractiva, do tratamento de águas residuais e do turismo, bem como alguns órgãos ligados à conservação da natureza e câmaras municipais. A melhor forma de fazer a divulgação deste tipo de intervenção é através do tipo de iniciativas como este Blog, através da Web e principalmente através de obra feita. Mas a melhor divulgação será mesmo a legislação e regulamentos sobre esta matéria, nos quais têm de ser especificadas as áreas de actuação, fichas técnicas, técnicos responsáveis e documentos a apresentar, de modo a uniformizar esta disciplina e a torna-la numa engenharia reconhecida.


Quem sabe construir? O problema da ausência de operários conhecedores dos princípios das TEB.

Como disse no parágrafo anterior já existem algumas empresas que conhecem este tipo de intervenção. Se aplicam ou não os princípios subjacentes não sei. Mas eles existem e só com legislação é que se consegue impor a todos a aplicação dos mesmos a favor de uma maior eficácia construtiva. Em relação aos operários qualificados isso é conseguido com formação, junto de câmaras municipais, do instituto de emprego e formação profissional entre outros.


Como provar a viabilidade das TEB em alternativa às obras de engenharia convencionais.

É bom focar que este tipo de intervenção tem vantagens em determinados casos mas que tem as suas limitações. Para ser provada a sua viabilidade é necessário fazer alguns estudos prévios de modo a estabelecer as prioridades da intervenção. Caso seja com o intuito de conservar a natureza – Parques Nacionais, Naturais, Ecológicos, zonas de elevada sensibilidade ambiental, entre outros do género – a escolha entre as técnicas de construção ditas convencionais e as técnicas do género ecológico é fácil. Mas quando a aplicação sai deste âmbito é necessário fazer uma analise custo beneficio em relação á sua utilização. Este tipo de técnicas tem um custo de execução ainda ligeiramente superior ás convencionais mas os custos de manutenção deste tipo de obra diminuem com o tempo. De relembrar que um dos principais objectivos é o de construir uma estrutura e um sistema vivo. Isto quer dizer que, se os princípios ecológicos forem respeitados e tanto dimensionamento como escolha de materiais forem óptimos, a obra tende a entrar na sucessão ecológica e com o tempo a estabilizar. Com isto o recurso á manutenção é minimizado e os custos a longo prazo são diminuídos.


Como conclusão gostava de afirmar que esta é uma área de mercado com elevado potencial, na qual ainda é necessário bastante trabalho empenho e esforço, mas que num curto prazo de tempo poderá ver traduzido esse trabalho empenho e esforço em obra feita.


Paulo A. Silva

Anónimo disse...

Quero deixar aqui o meu contributo para mais uma boa ideia que sabe aproveitar a internet para divulgação "técnica" de um tema como o que irá ser discutido aqui neste blog.
Porém nem tudo são coisas boas, quero também dizer que eu ,licenciado em Engenharia Florestal, tenho pena que não tenha, no decorrer da licenciatura, sido apresentado a tão importante disciplina de planeamento e "modus operandis" vantajoso. Mais uma vez estruturou-se uma licenciatura onde se explora só uma vertente de um ramo tão extenso como é a engenharia. Mais uma vez sinto-me pouco preparado para enfrentar os problemas reais de trabalho. Será que é vantajoso termos licenciaturas que se limitam logo à partida??? Não seria melhor termos uma licenciatura mais abragente??? Não quero dizer com isto que na vertente "verde" da engenharia devessemos ter uma "mega" licenciatura que nos desse bases para tudo e para nada em particular, isso também não era proveitoso, mas quero deixar bem assente que também não concordo com o planeamento que se faz na elaboração do plano de estudo de uma licenciatura.
Espero que como eu hajam bem mais a "blogar" em temas como estes qeu só server para nos por no rumo certo para um desenvolvimento adequado.
Parabéns para esta ideia que se certeza não será só mais uma entre muitas.
Frederico Maia

Anónimo disse...

Caros colegas,

venho por este meio felicitar-vos por esta excelente iniciativa.

Saudações verdes

Nuno Gracinhas

Anónimo disse...

parabens continua!

SID

Ricardo Silva disse...

Parabéns so pessoal de Biofísica. É pena que na Universidade de Évora não recebam o merecimento que deveriam ter.

Ricardo Silva. Engenheiro Zootécnico.