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domingo, novembro 13, 2011

"Produção em Viveiro de Plantas Lenhosas Ribeirinhas"

Irá decorrer em Monte Gordo (Algarve) nos próximos dias 29 e 30 de Novembro de 2011, o Seminário e Curso Prático intitulado "Produção em Viveiro de Plantas Lenhosas Ribeirinhas", no âmbito do Projecto Ricover, organizado pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), a Administração Hidrográfica do Algarve (ARH) e a Autoridade Florestal Nacional (AFN).

Programa e outras informações em: Projecto Ricover - Seminário e Curso Prático


AldoF.

segunda-feira, julho 28, 2008

Formação Técnica em Engenharia Natural


Nos dias 17, 18 e 19 de Outubro de 2008 irá realizar-se a 1ª Formação Técnica em Engenharia Natural. Esta formação é uma iniciativa da Associação de Defesa do Património de Mértola, com a colaboração da Associação Portuguesa de Engenharia Natural e com o apoio do ENGENHARIA VERDE.

Esta formação é composta por uma componente teórica, focada na elaboração do projecto e execução da obra de Engenharia Natural e uma componente práctica onde se irá proceder à construção de um conjunto de Barragens de Correcção Torrencial. O local escolhido é Mértola, numa propriedade agrícola onde existem graves problemas relacionados com erosão torrencial em linhas de água mediterrânicas.

O custo da Formação é de 315 euros e engloba refeições, dormidas, seguros e transporte entre o local da formação e o local da execução da obra.

As inscrições abertas até 06 de Outubro.

Programa

Ficha de Inscrição

Contactos:

Eng.º Paulo Silva


terça-feira, setembro 11, 2007

GEOTROPISMO

O geotropismo é um tipo de movimento orientado, que se manifesta nas diferentes partes das plantas. Dependendo da direcção do movimento, podemos ter geotropismo positivo ou negativo. O primeiro está relacionado com o crescimento das raízes no sentido da direcção da força da gravidade, enquanto que o segundo corresponde ao crescimento dos órgãos aéreos no sentido oposto ao da força da gravidade.

As fotografias abaixo são de plantas colocadas horizontalmente no muro de suporte vivo referido no post de 22 de Janeiro de 2007, onde se verifica claramente uma manifestação de geotropismo negativo.

Saudações verdes

Aldo Freitas

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Recuperação de áreas degradadas: possíveis problemas inerentes à solução posta em prática

(Reflexão após assistência ao seminário “Recuperação paisagística de pedreiras: efeito do desbaste de pinheiros na vegetação” realizado no Dept. Eng. Florestal no Instituto Superior de Agronomia – Profª Graça Oliveira)

Foi apresentado um estudo relativo à revegetação de patamares de uma pedreira da Arrábida onde, após introdução de uma camada de solo, foram plantadas várias espécies arbustivas autóctones e introduzidas e uma arbórea, o Pinus halepensis (sendo esta também introduzida). Após monitorização desta plantação verificou-se um desenvolvimento da quase totalidade das espécies (em especial dos pinheiros) e surgimento de novas espécies espontâneas (herbáceas e arbustivas). O resultado, a olho nu, seria uma faixa homogénea, como que uma monocultura de pinheiro. Visto não ser este o objectivo do projecto, mas sim o enquadramento da área na paisagem envolvente (estamos a falar da área central do Parque Natural da Arrábida) foi implementado um novo estudo-teste com duração de dois anos. Consistiu essencialmente em dividir dois desses patamares em três parcelas permanentes: 1 – controlo, 2 – desbaste do pinheiro em 10%, 3 – desbaste do pinheiro em 40%. Os resultados apresentados (suportados por análises microclimáticas, índices de diversidade…) e apesar do curto período de tempo, mostravam nas parcelas sujeitas ao desbaste um incremento da vegetação arbustiva em geral e em particular da vegetação espontânea não plantada. Poder-se-á afirmar que a solução testada enfrentaria o problema e o solucionaria a longo prazo.

Finda a apresentação, onde também foi abordado o modo e origem de sementes utilizadas nas sementeiras em revegetação de taludes, algumas questões pertinentes surgiram da plateia que na minha perspectiva me pareceram vitais:

- a introdução de uma espécie exótica (pinheiro de Alepo) em pleno parque natural. Essa espécie de crescimento rápido foi plantada no sentido de criar condições (formação de solo) para a instalação de espécies espontâneas, no entanto esses pinheiros reproduziram-se e propagaram-se; segundo a análise dos resultados era notório o desenvolvimento de novas plântulas dessa mesma espécie;

- a mistura de sementes utilizada de proveniência desconhecida, mesmo que sendo de géneros semelhantes aos ocorrentes na zona poderá dar azo a hibridações entre diferentes espécies contribuindo para a uma “poluição genética” e consequente descaracterização da vegetação natural;

- até que ponto a legislação existente permitiria este dois últimos factos.

A solução implementada cria um novo problema: a proliferação de espécies exóticas numa área protegida, face a uma legislação que não é clara na sua actuação, só poderá ser travada pelo bom senso e profissionalismo dos técnicos responsáveis. Portanto quando um colega nosso me diz que eu sou fundamentalista por me recusar a utilizar plantas ornamentais num jardim (vulgo espaço verde) adjectivando estas de “mais bonitas” eu aceito de bom grado o elogio.


Saudações verdes, mas indígenas!


Vasco Silva