terça-feira, novembro 16, 2010
sexta-feira, novembro 05, 2010
RECUPERAÇÃO DE UMA MARGEM FLUVIAL III
Resumo Técnico:
- Bom desenvolvimento da vegetação ripícola instalada (especial destaque para os amieiros transplantados e salgueiros em estacaria viva)
- Estrutura física inerte intacta (grade viva e enrocamento)
- Bom controlo de erosão superficial (boa cobertura do solo pelas espécies herbáceas hidrossemeadas)
- Bom comportamento face a condições adversas (cheias do último Inverno)
Posts anteriores sobre esta obra:
http://engenhariaverde.blogspot.com/search/label/Grade%20Viva
Aldo Freitas
sábado, janeiro 10, 2009
HIDROSSEMENTEIRA
A sua composição baseia-se por uma mistura de mulch (fibras de madeira), sementes, fertilizantes, correctivos/aditivos biológicos do solo e água. É aplicada hidraulicamente sob a superfície do terreno através de um equipamento mecânico, denominado hidrossemeador.
Como resultado final, obtém-se uma manta adesiva, tridimensional e porosa, que proporciona um ambiente ideal de crescimento, com todos os elementos essenciais à germinação da semente (nutrientes, humidade constante, temperatura) e ao desenvolvimento de uma cobertura vegetal
saudável.
APLICAÇÕES
• Recuperações Paisagísticas (minas, pedreiras, margens fluviais, taludes, …)
• Controlo de erosão em zonas de difícil acesso
• Execução de relvados (residenciais, públicos, …)
• Reflorestação (espécies autóctones)
• Campos Desportivos (futebol, golfe, etc...)
PRINCIPAIS VANTAGENS:
Qualidade/Saúde das Plantas
• Acelera o estabelecimento e a obtenção de um relvado mais saudável e duradouro.
• Enraizamento profundo.
• Maior resistência e saúde da planta.
Cobertura/Instalação
• Taxas elevadas de germinação.
• Crescimento homogéneo das plantas.
Controlo da Erosão
• Estrutura com elevada força de tensão.
• Grande poder de absorção de água.
• Absorve energia de impactos.
Eficácia de custos
• Execução rápida e eficaz.
• Mão de obra reduzida.
• Várias operações numa só, aplicando vários produtos de uma só vez.
Poupança de água
• Retêm e mantêm a humidade.
• Capacidade de retenção até 10 vezes o seu peso em água.
Versatilidade de usos
• É possível semear em qualquer situação, independentemente das irregularidades do solo e do perímetro das áreas.
• Realiza outras operações combinadas: fertilizações, tratamentos fitossanitários, regas, etc.
Para quem desejar mais informações acerca dos equipamentos e/ou produtos usados nas hidrossementeiras, pode tirar as suas dúvidas contactando-me pelo email: aldormfreitas@hotmail.com
Saudações verdes
Aldo Freitas
segunda-feira, julho 28, 2008
Formação Técnica em Engenharia Natural

Programa
Ficha de Inscrição
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
MANTA ORGÂNICA
Hoje mostro-vos com foi solucionado um deslizamento de terras, ocorrido há algum tempo atrás na Linha do Norte, mais precisamente junto à Estação de Fátima (Vale dos Ovos, Tomar).Primeiramente, com o objectivo de aumentar o grau de segurança do talude, procedeu-se à modelação do terreno, diminuindo-lhe a inclinação. De seguida, foram espalhadas sobre o terreno sementes de espécies herbáceas, estendeu-se sobre toda a área de intervenção uma manta orgânica de fibra de coco, e finalmente executou-se uma nova sementeira sobre a manta.
A aplicação das mantas orgânicas permite-nos obter inúmeras vantagens, entre as quais se podem destacar:
- Protecção imediata contra a erosão eólica e hídrica, evitando assim perdas de solo;
- Material biodegradável que ao se decompor aumenta a fertilidade do terreno;
- Aumenta a capacidade de retenção de água e reduz a evaporação.
Como se pode verificar pela foto ao lado, o contraste a nível paisagístico com as soluções anteriormente adoptadas é evidente, e será ainda maior quando a sementeira começar a despontar. Um dos objectivos da engenharia natural é ser uma alternativa viável à aplicação de técnicas de engenharia civil mais rígidas e inertes, e como todos sabemos, por vezes existem certas condições que nos limitam a aplicação das técnicas de engenharia natural.Apesar destas limitações, o que quero deixar claro, é que, na fase de elaboração deste tipo de projectos, as soluções de engenharia natural deverão também ser tidas em conta, à semelhança do que acontece noutros países europeus.
Um dos exemplos a seguir é o caso italiano, em que nos projectos de estabilização de taludes, vem sempre contemplada uma solução com técnicas de engenharia natural. Caso essa solução seja viável, torna-se prioritária sobre as restantes soluções mais pesadas e tradicionais. Devo referir que esta medida se encontra regulamentada na legislação italiana, o que fez com que a partir de determinado momento, o leque de opções se alargasse, trazendo inúmeros benefícios a nível ambiental, social e económico.
Ao longo dos próximos meses irei acompanhar atentamente o desenvolvimento desta obra, e oportunamente manter-vos-ei actualizados.Quero aqui deixar um agradecimento especial à responsável pela execução e acompanhamento desta obra, a nossa colega biofísica Rita Sousa.
Saudações verdes
Aldo Freitas
terça-feira, setembro 11, 2007
GEOTROPISMO
Saudações verdes
Aldo Freitasquarta-feira, julho 11, 2007
RECUPERAÇÃO DE UMA MARGEM FLUVIAL II
Outros vídeos:
- Execução de hidrossementeira
- Conclusão da estrutura em madeira e plantações
Brevemente colocarei mais dados acerca da evolução desta obra e posso-vos garantir que os resultados estão a ser extremamente positivos, por enquanto fiquem com esta fotografia.
Saudações verdes
Aldo Freitas
segunda-feira, maio 07, 2007
RECUPERAÇÃO DE UMA MARGEM FLUVIAL
A construção foi feita por mim próprio e pelo Patrício Pereira, a quem agradeço mais uma vez pois sem a sua vontade e disponibilidade a concretização destas obras não seria possível. Quero aqui também deixar um agradecimento muito especial ao Pedro Martinho pela ajuda que nos veio prestar um fim-de-semana, ao Sr. Américo por ter acreditado no nosso projecto, ao Mauro Freitas pelo apoio moral e finalmente à Mafalda, à D. Irene e D. Lúcia pelas merendinhas...
Rio de Couros, Ourém
Data
Março/Abril de 2007
TEN
- Grade Viva
- Enrocamento
- Hidrossementeira
Vegetação
- Estacaria viva de Salix sp. (salgueiro, vimeiro), Nerium oleander (loendro)
- Plantações de Alnus glutinosa (amieiro), Fraxinus angustifolia (freixo), Sambucus nigra (sabugueiro)
Saudações Verdes
Aldo Freitasterça-feira, março 06, 2007
GRADE VIVA
Apresenta uma estrutura rectangular ou quadrangular, conforme a distância entre os troncos, e é constituída por troncos de madeira tratada. Estes encontram-se dispostos perpendicularmente entre si, e nos interstícios procede-se à colocação de estacas de arbustos autóctones e/ou plantas em torrão.
Efeitos
O efeito estabilizante da estrutura em madeira, uma vez apodrecida, será substituído pelo desenvolvimento do aparelho radical.
Âmbitos de Aplicação
Pode ser aplicada em margens fluviais e como sustento de taludes muito íngremes com fenómenos de erosão superficial. Também pode ser aplicada em zonas onde ocorreram deslizamentos de terras e escarpas rodoviárias ou ferroviárias muito íngremes.
Período de Intervenção
Deverá ser construída durante o período de repouso vegetativo das plantas.
Esta técnica revelou ser mais trabalhosa que as anteriores, com pormenores construtivos mais complexos, até pelo simples facto de ter sido construída num talude com um declive de 50º.
Os elementos vivos implementados são arbustos em torrão, todos eles característicos do local de intervenção.
A obra foi realizada no mesmo local das anteriores, em Rio de Couros (Ourém), e aqui deixo um agradecimento especial aos colaboradores, Patrício Pereira, Pedro Gonçalves, e ao aguadeiro Mauro Freitas.
Saudações verdes
Aldo Freitas
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
PALIÇADA
Em baixo apresenta-se um esquema exemplificativo da construção de uma paliçada.
Aldo Freitassegunda-feira, janeiro 22, 2007
MURO DE SUPORTE VIVO
Saudações verdes
Aldo Freitas
terça-feira, setembro 26, 2006
sábado, maio 13, 2006
EVOLUÇÃO DAS FAIXAS DE VEGETAÇÃO - 1º WORKSHOP DE TEB

Apresento-vos os mais recentes resultados acerca da evolução das faixas de vegetação construídas no 1º Workshop de Técnicas de Engenharia Biofísica, frutos do acompanhamento que tem sido feito pela equipa do blog. Dá sem dúvida um gosto especial observar a evolução desta obra, que tem apresentado um comportamento extremamente favorável, no que diz respeito ao desenvolvimento da vegetação utilizada e de vegetação espontânea que tem colonizado as zonas cobertas pela manta orgânica.
http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/presentation1.pdf
Deixo aqui um especial agradecimento ao nosso colega "Fitossociólogo" Vasco Silva que fez a identificação das espécies espontâneas que neste momento conferem ja uma cobertura bastante razoável à manta orgânica.
SAUDAÇÕES VERDES
Pedro Martinho
domingo, abril 02, 2006
RESULTADOS DO II WORKSHOP DE TEB NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO

Este workshop tinha como objectivo proporcionar aos participantes uma aprendizagem relativa ao tipo de TEB que se podem aplicar na recuperação de uma linha de água. Ficámos muito satisfeitos por poder contar com a participação de pessoas de outras áreas, como Eng.ª do Ambiente, Eng.ª Florestal e também Geógrafos, para além dos alunos de Eng.ª Biofísica. Este facto leva-nos a crer que um dos objectivos propostos aquando a criação deste blog, a divulgação das TEB, está a ser atingido, e esperamos que no futuro, a participação de outras áreas seja ainda mais abrangente.
Gostaríamos portanto, de agradecer a todos os participantes, que nos ajudaram a tornar possível este workshop, ao Parque Florestal de Monsanto, pela sua disponibilidade, nomeadamente ao nível da cedência do material usado na construção das diversas técnicas implementadas, e também ao Núcleo de Eng.ª Biofísica.
Os principais objectivos das intervenções realizadas na ribeira foram:
- limpeza e desobstrução da linha de água,
- controlo da erosão,
- diminuição da velocidade de escoamento e aumento do tempo de concentração,
- reperfilamento do leito da ribeira,
- estabilização das margens,
- criação de zonas de retenção de água,
- restabelecimento da vegetação ripícola,
- criação de habitats para a fauna,
- melhoramentos na qualidade da água,
- requalificação paisagística.
De realçar que, para a construção das técnicas implementadas na ribeira, recorremos a muito material presente na área de intervenção (pedras, ramagem morta, troncos mortos), e portanto, apenas tivemos de recorrer à ajuda do Parque Florestal de Monsanto para a cedência de algumas estacas vivas, de corda de sisal e varas de ferro, e ferramentas de trabalho. Isto apenas para salientar os baixos custos associados à organização de uma actividade deste género.
Com o passar do tempo, já pudemos observar alguns resultados, verificando-se logo após as primeiras chuvadas uma grande acumulação de sedimentos, o início do reperfilamento do leito e o aparecimento de novos rebentos nas estacas vivas colocadas nas margens.
http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/registo_fotografico_2workshop_teb.pdf
Saudações Verdes
Aldo Freitas
quinta-feira, março 23, 2006
EVOLUÇÃO DAS FAIXAS DE VEGETAÇÃO DO I WORKSHOP DE TEB NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO
Quando estão passados quase 4 meses após a realização do I Workshop de TEB, é com prazer que vos transmito os mais recentes desenvolvimentos nas Faixas de Vegetação implementadas. Desta forma, realço o aparecimento dos primeiros rebentos nas estacas de zambujeiro, o que até ao momento ainda não se tinha verificado. Em relação às estacas de salgueiro, estas encontram-se em franco desenvolvimento, verificando-se em todas as estacas aplicadas o aparecimento de folhas, e em algumas já se observam as primeiras flores. Todos estes factores permitem-nos concluir que as técnicas de Engenharia Biofísica aplicadas no talude visando a sua estabilização, estão a resultar em pleno, e que com o posterior desenvolvimento das raízes das plantas o consolidamento do talude irá ser alcançado.
No seguinte link encontra-se um esquema fotográfico elucidativo dos resultados obtidos até ao momento.
http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/esquemas_fotograficos.pdf
Aldo Freitas
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Mais resultados do 1º Workshop de TEB no Parque Florestal de Monsanto
Pois é meus amigos(as), é com enorme satisfação que vos informo que a nossa "criação" apresenta ja um número bastante razoável de estacas de salgueiro em pleno desenvolvimento. É notória a evolução sofrida desde a data de construção. De à 15 dias pra cá o número de estacas de salgueiro com gomos desenvolvidos aumentou consideravelmente. Quanto às estacas de zambujeiro, resta-nos esperar pra ver, com confiança de que a natureza agirá por si. Não estarão ainda reunidas as condições óptimas para o seu desenvolvimento. Realce também para o aparecimento espontâneo de espécies herbáceas, que começam a colonizar as zonas entre as faixas de vegetação, cobrindo a manta orgânica. REQUALIFICAÇÃO BIOFÍSICA E PAISAGÍSTICA DE UM TALUDE COM TEB NO PARQUE NACIONAL DO VESÚVIO
As seguintes intervenções foram realizadas no dia 09-06-2005, no âmbito de um Mestrado em “Gestão e Defesa do Território” da Universidade de Nápoles “Federico II”. Tinha por objectivo a requalificação e estabilização de um talude nas imediações de um percurso para incapacitados, mediante a aplicação de duas tipologias de intervenção diferentes, as faixas de vegetação e os cordões de vegetação.
Ambas as técnicas podem ser utilizadas na estabilização de taludes incoerentes, na estabilização e sistematização de deslizamentos de terra superficiais e em taludes em aterro.
A intervenção decorreu numa área do Parque Nacional do Vesúvio, concretamente na localidade de Pianda Tonda, comunidade de Terzigno (Nápoles), e a orientação dos trabalhos esteve a cargo do Eng.º Gino Menegazzi.
No seguinte link encontra-se informação detalhada acerca dos métodos construtivos das técnicas implementadas.
http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/relatorio_engenharia_verde.pdf
Saudações Verdes.
Aldo Freitas
terça-feira, janeiro 31, 2006
PRIMEIROS RESULTADOS DO WORKSHOP
Passados dois meses começam-se a observar resultados. Algumas plantas emergem da tela orgânica e os rebentos do salgueiro começam a crescer. Após o Verão já se pode verificar o êxito da intervenção.



segunda-feira, janeiro 23, 2006
1º WORKSHOP DE TEB - "FAIXAS DE VEGETAÇÃO"
O 1º Workshop de TEB decorreu nos dias 26 e 27 de Novembro de 2005 no Parque Florestal de Monsanto e contou com o apoio da Divisão de Matas da CML e do Núcleo de Engenharia Biofísica (NEB). O Workshop teve como principal objectivo a familiarização dos participantes com o processo construtivo de uma técnica específica, as Faixas de Vegetação.Esta técnica possui uma metodologia construtiva bastante simples, que resumidamente, consiste na abertura de socalcos ou terraços em linhas paralelas longitudinais, com plantação no seu interior, de estacas vivas de espécies arbustivas autóctones com capacidade de reprodução vegetativa (Salix spp., Tamarix spp., etc.) e/ou arbustos autóctones em torrão. As zonas entre os socalcos devem ser revestidas com manta orgânica e se possível alvo de uma sementeira.
As Faixas de Vegetação podem ser utilizadas na estabilização de taludes incoerentes, na estabilização e sistematização de deslizamentos superficiais e em taludes em aterro.

Uma vez construída a técnica, esta deverá ser alvo de monitorizações de modo a avaliar o seu comportamento biotécnico no tempo. Fica então a proposta para um eventual interessado em realizar trabalho de fim de curso neste âmbito.
Agradeço desde já à Divisão de Matas, ao NEB e a todos os participantes que através do seu total empenho e motivação contribuiram efectivamente para o sucesso do Workshop.
Meus amigos, este foi apenas o primeiro de muitos...
Mãos à obra
Saudações verdes















